Só para Curitibanos!

Foto: Vanessa Vzorek

É aquela velha história de aprender a valorizar aquilo que perdemos.

Hoje, aniversário da capital paranaense, me peguei morrendo de saudade de Curitiba! Morrendo de saudade dos detalhes e dos momentos que só descobrimos quão importantes são quando eles já se foram. Saudade de coisas que só os curitibanos entendem! Ou seriam curitibocas?

Saudade de domingo de sol no Parque Barigui. De domingo de manhã na feirinha do Largo. E de encerrar o domingo com um submarino no Bar do Alemão.

Do passeio pela XV de Novembro ouvindo a mulher do jogo do bicho gritar: Borboleta 13!

Quentão com ou sem gemada? E o pinhão? Sabia que Curitiba quer dizer “muito pinhão”? O nome vem do tupi-guarani, algo como Coré (muito) +  Tuba (pinhão). Toda criança aprende isso na escola.

Saudade da gastronomia popular: dos doces da Confeitaria das Famílias (meu preferido é a tortinha de morango) e do empadão da Dois Corações. Do cachorro-quente de verdade, aquele feito com vina!

Das feirinhas de inverno, que deveriam ser para sempre, porque em Curitiba faz frio o ano todo.

Saudade de ser criança para passar no zoológico e comer pipoca doce colorida.

Saudade de almoço “chique” de domingo em Santa Felicidade.

Festa da uva, festa do pêssego, festa do vinho nos arredores…

Saudade de marcar encontro no “tubo” do colégio: “ – desce pela porta 3 que eu te espero lá!”.

Não tenho saudade do oilman. Nem do Inter 2 lotado às seis da tarde.

Mas confesso que às vezes sinto o cheiro de chuva no fim do dia e vejo sombrinhas se enroscando na rua.

E pensar que há pouco mais de seis meses, eu achava Curitiba pequena demais para mim!

Talvez tenha sido o clima de Dublin, que de tanto lembrar minha terra despertou uma paixão já empoeirada pelo tempo! O tal efeito cebola, as quatro estações num dia só, a chuva e o friozinho dos deliciosos finais de semana de coberta… tudo isso dá saudade dessa cidade que já chamei de provinciana.

Ainda bem estou sempre disposta a mudar de ideia e recuperar algumas coisas boas da vida que não soube aproveitar antes. Porque não vejo a hora de descer na estação central do Santa Cândida – Capão Raso e caminhar pelo calçadão num dia de sol. Ou de chuva. Ou de frio. Ou de vento. Ou…

Anúncios


Comente aqui

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s